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sábado, 26 de fevereiro de 2011

O ABSURDO DA VIDA SEM DEUS

por William Lane Craig

Se não há Deus, o ser humano e o universo estão condenados. Como prisioneiros condenados à morte, esperamos a nossa execução inevitável. Não há Deus, e não há imortalidade. E qual a consequência disso? Significa que a própria vida é um absurdo. Significa que a vida que temos não tem sentido fundamental, valor ou propósito. Vejamos esses três conceitos mais de perto.

Não há sentido fundamental sem imortalidade e sem Deus

Se cada pessoa deixa de existir quando morre, que sentido fundamental pode ser dado à sua vida? Realmente faz diferença se ela existiu? Pode ser dito que sua vida foi importante porque influenciou outros ou afectou o curso da história. Mas isso mostra apenas um significado relativo da sua vida, não um sentido fundamental. A sua vida pode ter importância relativa a certos acontecimentos, mas qual é o sentido fundamental desses acontecimentos? Se todos os acontecimentos não têm sentido, então que sentido fundamental pode haver em influenciá-los? No final das contas, não faz diferença.

Olhe para isso de outro ponto de vista: os cientistas dizem que o universo se originou de uma explosão que chamam de “Big Bang”, há mais ou menos 15 biliões de anos. Imagine que o “Big Bang” nunca tenha ocorrido. Imagine que o universo nunca tenha existido. Que diferença fundamental isso faria? O universo está mesmo fadado a morrer. No fim, não faz diferença se ele realmente existiu ou não. Por isso ele não tem sentido fundamental.

O mesmo vale para a raça humana. A humanidade está condenada em um universo moribundo. Uma vez que um dia deixará de existir, não faz diferença fundamental se ela alguma vez existiu. A humanidade, assim, não tem mais importância do que um enxame de mosquitos ou uma vara de porcos, pois o seu fim é idêntico. O mesmo processo cósmico cego que a vomitou no início um dia acabará por engoli-la.

O mesmo se aplica a cada pessoa. As contribuições dos cientistas para o avanço do conhecimento humano, as pesquisas dos médicos para aliviar dor e sofrimento, os esforços dos diplomatas para promover a paz no mundo, os sacrifícios de pessoas boas para melhorar a sorte da raça humana – tudo isso não dá em nada. No fim, não farão nenhuma diferença, nem um pouquinho. A vida de cada pessoa, portanto, não tem sentido fundamental. E se, no final das contas, a nossa vida não tem sentido, as actividades com que a preenchemos também não têm sentido. As longas horas gastas em estudo na universidade, os empregos, os interesses, as amizades – tudo isso é, em última análise, totalmente sem sentido. É isto que apavora o homem moderno: já que ele acaba em nada, ele é nada.

Contudo, é importante perceber que o ser humano não precisa apenas de imortalidade para que a sua vida faça sentido. A mera continuação da existência não dá sentido a essa existência. Se o ser humano e o universo pudessem existir para sempre, mas não houvesse Deus, a sua existência ainda não teria sentido fundamental. Certa vez li uma história de ficção científica em que um astronauta foi abandonado numa rocha deserta perdida no espaço sideral. Ele levava consigo dois frascos, um contendo veneno e outro, uma poção que o faria viver para sempre. Compreendendo o seu predicamento, ele engoliu o veneno. Mas então, para seu horror, descobriu que abrira o frasco errado – bebera a poção da imortalidade. E isso significava que ele estava condenado a existir para sempre – numa vida sem sentido e sem fim. Muito bem; se Deus não existe, a nossa vida é como a desse astronauta. Ela pode durar para sempre, e mesmo assim não ter sentido. Ainda poderíamos perguntar à vida: “E daí?” Portanto, o ser humano não precisa apenas de imortalidade para que sua vida tenha sentido fundamental; ele necessita de Deus e de imortalidade. E se Deus não existe, ele não tem nenhum dos dois.

O homem do século vinte veio a compreender isso. Leia À espera de Godot, de Samuel Beckett. Durante toda essa peça, dois homens estão ocupados numa conversa trivial, enquanto esperam um terceiro que nunca aparece. A nossa vida é assim, Beckett está a dizer: simplesmente matamos o tempo esperando – o quê, não sabemos. Num trágico retrato do ser humano, Beckett escreveu outra peça em que a cortina se abre para mostrar o palco cheio de lixo. Por trinta longo segundos, a plateia olha atónita, em silêncio, para aquele lixo. Então a cortina fecha-se. Isso é tudo.

Um dos romances mais devastadores que já li foi O lobo da estepe, de Hermann Hesse. No fim do romance, Harry Haller fica a olhar para si mesmo num espelho. No curso da sua vida ele experimentara tudo o que o mundo oferece. E agora está a olhar para si mesmo, e resmunga: “Ah, o sabor amargo da vida!” Ele cospe em si mesmo no espelho e, depois estilhaça-o com pontapés. A sua vida foi fútil e sem sentido.

Os existencialistas franceses Jean-Paul Sartre e Albert Camus também compreenderam isso. Sartre retratou a vida como o inferno, na sua peça Sem saída– a última linha da peça são as palavras resignadas: “Bem, continuemos com isso”. Por isso Sartre escreve noutro texto sobre a “náusea” da existência. Camus também considerava a vida absurda. No fim do seu curto romance O estranho, o herói de Camus descobre num lampejo de compreensão que o universo não tem sentido e que não existe um Deus que lhe dê sentido. O bioquímico francês Jacques Monod pareceu reflectir os mesmos sentimentos quando escreveu na sua obra Acaso e necessidade: “O ser humano finalmente sabe que está sozinho na imensidão indiferente do universo”.

Portanto, se Deus não existe, a própria vida torna-se sem sentido. O ser humano e o universo não têm sentido fundamental.

Não há valor fundamental sem imortalidade e sem Deus

Se a vida termina no túmulo, não faz diferença se nossa vida foi como a de Stalin ou a de um santo. Se o nosso destino, no fim de contas, não tem relação com a nossa conduta, cada um pode viver como quiser. Como Dostoyevsky disse: “Se não há imortalidade, todas as coisas são permitidas”. Com base nisso, um escritor como Ayn Rand está totalmente correcto em louvar as virtudes do egoísmo. Viva totalmente para si; você não deve satisfações a ninguém! Na verdade, seria tolice viver de qualquer outra forma, porque a vida é curta demais para desperdiçá-la agindo de outra forma a não ser em interesse próprio. Sacrificar-se por outra pessoa seria burrice. Kai Nielsen, filósofo ateu que tenta defender a viabilidade da ética sem Deus, no fim admite:

Não fomos capazes de mostrar que a razão requer o ponto de vista moral, ou que todas as pessoas realmente racionais, não predispostas por mitos ou ideologias, precisam de ser indivíduos egoístas ou amoralistas clássicos. Não é a razão que decide aqui. O quadro que pintei para si não é bonito. A reflexão sobre ele deprime-me [...] A pura razão prática, mesmo com um bom conhecimento dos factos, não o levará à moralidade.[1]

O problema, porém, torna-se ainda pior. Porque, apesar da imortalidade, se não há Deus, não pode haver padrões objectivos do que é certo e errado. Tudo o que está diante de nós, nas palavras de Jean-Paul Sartre, é o fato nu e sem valor da existência. Os valores morais são simples expressões de gosto pessoal ou subprodutos da evolução e do condicionamento sócio-biológico.

Nas palavras de um filósofo humanista: “Os princípios morais que regem a nossa conduta estão arraigados a hábitos e costumes, sentimentos e modas” [2] Num mundo sem Deus, quem dirá quais os valores que são correctos e quais os que são errados? Quem julgará que os valores de Adolf Hitler são inferiores aos de um santo? O conceito de moralidade perde todo o sentido num universo sem Deus. Um ateu ético contemporâneo disse: “Afirmar que algo é errado porque [...] é proibido por Deus é [...] perfeitamente compreensível para alguém que crê num deus legislador. Mas dizer que algo é errado [...] apesar de não existir um deus que o proíba não é compreensível [...] O conceito de obrigação moral [é] incompreensível sem a ideia de Deus. As palavras permanecem mas o seu sentido foi-se.” [3] Num mundo sem Deus, não pode haver certo e errado objectivos, somente os nossos juízos subjectivos, cultural e pessoalmente relativos. Isso significa que é impossível condenar guerra, opressão ou crime como maus. Também não podemos louvar a fraternidade, a igualdade e o amor como bons. Porque num universo sem Deus, bem e mal não existem – existe apenas o facto nu e sem valor da existência, e não há ninguém para dizer que você está certo e eu errado.

Não há propósito fundamental sem imortalidade e sem Deus

Se a morte nos espera de braços abertos no fim do curso da nossa vida, qual é o objectivo da vida? Com que fim ela foi vivida? Tudo foi a troco de nada? Não há razão para a vida? E o que dizer do universo? Ele é completamente sem razão? Se o seu destino é um túmulo frio nas extremidades do espaço sideral, a resposta tem de ser sim – ele não tem razão de ser. Não há alvo, não há propósito para o universo. O lixo de um universo morto simplesmente continuará a expandir-se – para sempre.

E o ser humano? Será que existe algum propósito para a raça humana? Ou será que ela simplesmente desaparecerá algum dia perdida no esquecimento de um universo indiferente? O escritor inglês H. G. Wells anteviu essa perspectiva. No seu romance A máquina do tempo, o viajante no tempo avança para o futuro, a fim de descobrir o destino do ser humano. Tudo o que ele encontra é terra morta, com a excepção de alguns líquenes e musgos, orbitando em torno de um gigantesco sol vermelho. Os únicos sons são o sopro do vento e o marulhar das ondas do oceano. “Com excepção desses sons sem vida”, escreve Wells, “o mundo estava em silêncio. Silêncio? Seria difícil descrever como tudo estava quieto. Todos os sons das pessoas, o balido das ovelhas, o canto dos pássaros, o zumbir dos insectos, o movimento que forma o pano de fundo da nossa vida – tudo havia passado”[4] E assim o viajante no tempo de Wells voltou para casa. Mas para quê? – para um mero ponto anterior na corrida em direcção ao esquecimento. Quando eu, ainda não Cristão, li o livro de Wells, pensei: “Não! Não! Não pode terminar assim!” Mas se não há Deus, o fim será esse, gostemos ou não. Esta é a realidade num universo sem Deus: não há esperança, não há propósito. Isso me recorda os versos assustadores de T. S. Eliot:

E assim que o mundo termina
E assim que o mundo termina
E assim que o mundo termina
Não com uma explosão; com um gemido.”[5]

O que se aplica à raça humana como um todo vale para cada um de nós individualmente: estamos aqui sem propósito. Se não há Deus, a nossa vida não é qualitativamente diferente da de um cão. Sei que isso é duro, mas é verdade. O antigo escritor de Eclesiastes disse-o assim: “O que sucede aos filhos dos homens sucede aos animais; o mesmo lhes sucede: como morre um, assim morre o outro, todos têm o mesmo fôlego de vida, e nenhuma vantagem tem o homem sobre os animais; porque tudo é vaidade. Todos vão para o mesmo lugar; todos procedem do pó e ao pó tornarão” (Ec 3.19-20). Nesse livro, que se parece mais com uma peça da literatura moderna existencialista do que com um livro da Bíblia, o escritor mostra a futilidade de prazer, riqueza, educação, fama política e honra numa vida fadada a terminar na morte. Qual é o seu veredicto? “Vaidade de vaidades! Tudo é vaidade” (Ec 1.2). Se a vida termina no túmulo, não temos um propósito fundamental para viver.

Mais que isso: mesmo se tudo não terminasse na morte, sem Deus a vida ainda seria sem propósito. O ser humano e o universo seriam simples acidentes do acaso, jogados na existência sem motivo. Sem Deus o universo é resultado de um acidente cósmico, uma explosão aleatória. Não há motivo pelo qual ele exista. Quanto ao ser humano, ele é um capricho da natureza – um produto às cegas de matéria mais tempo mais acaso. O ser humano não passa de uma massa gosmenta que evoluiu até a racionalidade. Não há mais propósito na vida para a raça humana do que para uma espécie de insecto; ambos são resultado da interacção cega de acaso e necessidade. Um filósofo disse-o assim: “A vida humana está posta sobre um pedestal sub-humano e tem de lutar sozinha no centro de um universo silencioso e sem razão”[6]

O que vale para o universo e a raça humana também se aplica a nós como indivíduos. Enquanto seres humanos individuais, somos o resultado de certas combinações de hereditariedade e ambiente. Somos vítimas de um tipo de roleta genética e ambiental. Os psicólogos que seguem Sigmund Freud dizem-nos que as nossas acções são resultados de várias tendências sexuais reprimidas. Os sociólogos que seguem B. E Skinner argumentam que todas as nossas escolhas são determinadas pelo condicionamento, de modo que a liberdade é uma ilusão. Biólogos como Francis Crick consideram o ser humano uma máquina electroquímica que pode ser controlada alterando-se o seu código genético. Se Deus não existe, você não passa de um aborto da natureza, jogado num universo sem propósito para levar uma vida sem propósito.

Portanto, se Deus não existe, isso significa que o ser humano e o universo existem sem nenhum propósito – já que o fim de tudo é a morte – e que vieram a existir sem nenhum propósito, já que são produtos cegos do acaso. Em resumo, a vida é totalmente sem razão.

Você consegue entender a gravidade das alternativas à nossa frente? Se Deus existe, há esperança para o ser humano. Mas se Deus não existe, tudo o que nos resta é o desespero. Você compreende por que a pergunta da existência de Deus é tão vital para o ser humano? Como um escritor expressou muito bem: “Se Deus está morto, o ser humano também está”.

Infelizmente, a massa da humanidade não percebe esse facto. Ela continua a viver como se nada tivesse mudado. Recordo-me da história de Nietzsche sobre o louco que, nas primeiras horas da manhã, corre pelo mercado com um lampião na mão, exclamando: “Procuro Deus! Procuro Deus!” Como muitos à sua volta não crêem em Deus, ele provoca muitos risos. “Deus perdeu-se?”, zombam dele. “Ou escondeu-se? Ou foi viajar ou emigrou!” E riem alto. Então, escreve Nietzsche, o louco pára no meio deles e crava-lhes o olhar:

“Onde está Deus?”, ele grita. “Eu lhes direi. Nós o matámos – vocês e eu. Todos nós somos seus assassinos. E como fizemos isso? Como pudemos beber o mar? Quem nos deu a esponja para apagar todo o horizonte? O que fizemos quando desamarramos esta terra do seu sol? Para onde ela está a mover-se agora? Para longe de todos os sóis? Não estamos caindo sem parar? Para trás, para os lados, para a frente, em todas as direcções? Restou alguma coisa em cima ou em baixo? Não estamos vagando como que por um nada infinito? Não estamos sentindo a respiração do espaço vazio? Não ficou mais frio? Não está a chegar cada vez mais a noite? Não estamos a ter de acender lampiões de manhã? Não ouvimos apenas o barulho dos coveiros que estão sepultando a Deus? ([...]Deus está morto [...]. E nós o matámos. Como é que nós, os maiores de todos os assassinos, iremos consolar-nos a nós mesmos?”[7]

A multidão ficou fitando o louco em silêncio e em perplexidade. Por fim, ele coloca o lampião no chão e disse: “Cheguei muito cedo, esse acontecimento incrível ainda está a caminho – ainda não atingiu os ouvidos do ser humano”. O ser humano ainda não compreendera realmente as consequências do que fizera ao matar Deus. Mas Nietzsche predisse que um dia as pessoas entenderiam as implicações do seu ateísmo; e essa percepção daria início a uma era de niilismo – a destruição de todo o significado e valor da vida. O fim do Cristianismo, escreveu Nietzsche, significa o advento do niilismo. Esse mais terrível de todos os hóspedes já está à porta. “Toda a nossa cultura europeia está há algum tempo em movimento”, escreveu Nietzsche, “numa tensão torturante que está crescendo em cada década, como na iminência de uma catástrofe: sem descanso, com violência, precipitado, como um rio que quer chegar ao fim, que não reflecte mais, que tem medo de reflectir”[8].

A maioria das pessoas ainda não reflecte sobre as consequências do ateísmo, e assim, como a multidão no mercado, continua o seu caminho sem saber. Mas quando entendemos, como Nietzsche, o que o ateísmo implica, essa pergunta fará grande pressão sobre nós: como nós, os maiores assassinos, nos consolaremos a nós mesmos?


leia mais em:

http://www.apologia.com.br/?p=12


domingo, 13 de fevereiro de 2011

Vida Bem-Sucedida


Devocionais por Marcos E. Fink

Vida Bem-SucedidaSe eu cumprir o propósito de Deus em minha vida, é certo que ela será bem-sucedida.

Memorize:
"Combati o bom combate, terminei a corrida, guardei a fé. Agora me está reservada a coroa da justiça, que o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia". 2 Timóteo 4.7-8a

Também publicado no Diário de Hora Silenciosa 2009, Semana 52, Clubes Bíblicos Palavra da Vida (clubesbiblicos.com.br).

Domingo - Texto Bíblico: Lucas 12.15; Eclesiastes 5.10

Comentário para ajudar a reflexão:
Nunca encontrei uma pessoa que buscasse o fracasso. Normalmente as pessoas traçam planos e estabelecem alvos para obter sucesso. Você quer ter sucesso? Quer uma vida bem-sucedida? Qual é a sua ambição? Será que fama, poder, um curso universitário, uma carreira profissional promissora ou ganhar muito dinheiro podem garantir o sucesso? Na verdade, isso depende de quais critérios vamos utilizar para medir o sucesso. A questão é a seguinte: queremos uma vida de sucesso seguindo os padrões deste mundo ou uma vida bem-sucedida aos olhos de Deus? Segundo os versículos de hoje, o dinheiro e os bens materiais são uma boa medida de sucesso? Por quê? Nesta semana vamos analisar a vida de duas pessoas da Bíblia e aprender como ter uma vida bem-sucedida diante de Deus.


Segunda - Texto Bíblico: João 4.34; 6.38

Comentário para ajudar a reflexão:
Jesus teve uma vida bem-sucedida? Se alguém teve uma vida realmente bem-sucedida diante de Deus, esse foi Jesus. Então, se quisermos ter uma vida bem-sucedida, precisamos olhar primeiramente para Ele. O que era mais importante para Jesus: ter conforto, comer bem, viajar, ser popular e ganhar muito dinheiro ou cumprir o propósito de Deus? Os versículos de hoje nos dizem o que era realmente importante para Ele. Note que o Mestre não tinha nem onde reclinar a cabeça (Lc 9.58) e nunca ganhou muito dinheiro. Leia também Marcos 10.45. Jesus sabia qual era o propósito de Deus para a sua vida? Se você observar com atenção os evangelhos, perceberá que tudo o que Jesus falava e fazia era coerente com o propósito de Deus. E você? Tem buscado compreender e cumprir o propósito de Deus para sua vida?


Terça - Texto Bíblico: Atos 9.1-19

Comentário para ajudar a reflexão:
Em Atos 9 temos o relato da conversão de Saulo. O que ele fazia antes da sua conversão (vv. 1-2)? Qual era a reputação de Saulo entre os crentes (vv. 13-14)? Ele era um perseguidor de crentes, mas no caminho a Damasco, a graça de Deus o alcançou e ele teve a sua vida transformada. E já foi logo informado qual seria o propósito para sua vida desse ponto em diante. Que propósito era esse (vv. 15-17)? Agora, ao invés de perseguir cristãos, Saulo tinha a incumbência de proclamar a mensagem do evangelho. Ele ficou sabendo também que não seria nada fácil cumprir esse propósito. Iria enfrentar muitos desafios e sofrimentos. Você gostaria de receber uma missão assim? Tem alguma área em que você não esteja obedecendo a Deus por que acha muito difícil? Hoje, peça para um amigo que ore por você sobre essa questão.


Quarta - Texto Bíblico: Atos 20.22-27

Comentário para ajudar a reflexão:
Saulo, posteriormente, passou a ser chamado de Paulo. No texto de hoje percebemos que ele foi obediente às ordens que recebeu do Senhor. Compare os versos 23-24 com Atos 9.15-16 que lemos ontem. O que Paulo poderia esperar em todas as cidades onde ele teria de ir (v. 23)? Mas o que era realmente importante para ele (v. 24b)? Que exemplo para nós é a vida de Paulo! Por onde ele passava, pregava o evangelho (v. 25-27), que era o propósito para o qual tinha sido chamado. E tem mais: além de abrir mão de conforto, família e da possibilidade de obter prosperidade material, ele estava disposto a abrir mão da própria vida (v. 24a). Hoje, aliste o que você considera importante em sua vida. Você está disposto a abrir mão disso para cumprir o propósito de Deus?


Quinta - Texto Bíblico: 2 Timóteo 4.6-8

Comentário para ajudar a reflexão:
Conheci um homem muito rico. Ele era admirado por tudo o que obteve em sua brilhante carreira profissional, mas especialmente por que ganhou muito dinheiro e, com isso, pôde adquirir muitas propriedades. De que valeu isso? Algum tempo depois, alguém me disse que este homem estava entrando na justiça contra a sua filha para poder ver a neta. O “sucesso” trouxe muitos problemas para a sua família. Será que esse homem teve realmente uma vida bem-sucedida? Quanto a Paulo, o texto de hoje nos mostra o que ele disse próximo ao final da sua vida. O que ele disse (v. 7)? Qual seria sua recompensa (v. 8)? Não é motivador? Você também gostaria de dizer, ao final da sua vida, palavras como as de Paulo? Então, “combata o bom combate e guarde a fé”. Obedeça a Deus e entregue-se a Ele em oração.


Sexta - Texto Bíblico: João 19.30b

Comentário para ajudar a reflexão:
Como já dissemos anteriormente, os evangelhos nos mostram que tudo o que Jesus falou e realizou tinha plena coerência com o propósito de Deus para sua vida aqui na terra, inclusive Seu sofrimento e Sua morte estavam dentro desse propósito e Jesus o cumpriu fielmente. Por isso, imediatamente antes de morrer, ele disse: “Está consumado”. Ou seja, Jesus estava dizendo que havia cumprido tudo o que Deus tinha preparado para que ele cumprisse. Você quer ter uma vida bem-sucedida diante de Deus assim como Jesus teve? Você está atento ao que Deus tem preparado para a sua vida, ou você está correndo atrás do sucesso que o mundo oferece? Vale à pena correr atrás das coisas deste mundo? Avalie sinceramente a sua vida e tome uma decisão sobre isso hoje, diante de Deus.


Sábado - Texto Bíblico: Mateus 22.37-40; 28.18-20

Comentário para ajudar a reflexão:
Mas como posso saber qual é o propósito de Deus para a minha vida? Os textos de hoje ajudam a esclarecer essa questão. Devemos obedecer ao Maior Mandamento (Mt 22.37-40) e à Grande Comissão (Mt 28.18-20). Podemos também ter a certeza de que Deus vai nos mostrar claramente as tarefas específicas que Ele tem para cada um de nós quando tememos a Ele (Sl 25.12), confiamos plenamente nEle (Pv 3.5-6) e obedecemos à Sua palavra (Sl 119.105). Compreendendo isso, não colocaremos mais o dinheiro ou a carreira profissional como prioridade, mas usaremos essas coisas como ferramentas ou meios para cumprir o que Deus quer de nós. Ore a Deus constantemente pedindo sabedoria e discernimento para compreender e cumprir a Sua vontade. Converse sobre o tema dessa semana com o seu líder ou com o seu pastor.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Revolta muçulmana queima e saqueia igrejas cristãs na Indonésia

Te, Indonésia, 8 Fev 2011 (AFP) -Um grupo de muçulmanos indonésios incendiou e depredou igrejas cristãs e enfrentou a polícia nesta terça-feira, em meio a uma onda de violência religiosa no maior país islâmico do mundo.

Dois dias depois de um grupo de muçulmanos ter linchado até a morte três membros de uma pequena seita islâmica, uma multidão de muçulmanos furiosos atearam fogo a dois templos cristãos e saquearam um terceiro na cidade de Temanggung, no centro da ilha de Java, segundo a polícia.

Os fatos ocorreramdurante confrontos com a polícia quando o grupo reclamava a pena de morte para um cristão condenado por blasfêmia contra o Islã.

Eles exigem a pena de morte para Antonius Bawengan, de 58 anos, cristão condenado a cinco anos de prisão por distribuir panfletos considerados ofensivos ao islamismo.

"Hoje (terça-feira) foi o auge do julgamento. A multidão gritava que ele deveria ser condenado à morte ou ser entregue ao público", contou à AFP Djihartono, porta-voz da polícia provincial de Java Central.

Os manifestantes gritavam "morra, morra" do lado de fora do tribunal, e "queimem, queimem" ao seguirem em direção às igrejas, em uma região de Java onde muçulmanos e cristãos convivem pacificamente. Uma escola católica também foi vandalizada.

Os cerca de 1.500 manifestantes também atiraram pedras contra a polícia, que respondeu com gás lacrimogêneo e tiros de advertência para o alto. Uma viatura da polícia também foi queimada em meio à confusão, que começou em frente à corte e se espalhou pelas ruas do bairro.

O mais recente episódio de violência religiosa na Indonésia - geralmente citada como exemplo de país pluralista - coincide com um aumento da pressão sobre o governo para que combata o extremismo e reforce seu compromisso com a diversidade.

A constituição indonésia garante liberdade religiosa, mas grupos de defesa dos direitos humanos afirmam que a violência contra minorias - incluindo cristãos e ahmadis - só aumentaram desde 2008.

Organizações como a Anistia Internacional indicam que a intolerância está em alta na Indonésia, país de 240 milhões de habitantes, dos quais 80% são muçulmanos.

"Este brutal ataque contra fiéis ahmadis reflete o contínuo fracasso do governo indonésio em proteger as minorias religiosas de perseguições e ataques e em responsabilizar os responsáveis por estes crimes", destacou Donna Guest, diretora da Anistia Internacional para a região do Pacífico Asiático.

Scot Marciel, embaixador americano em Jacarta, divulgou um comunicado nesta terça-feira "lamentando a violência".

"Encorajamos o governo indonésio a continuar incentivando a tolerância e protegendo os direitos de todas as comunidades", afirmou.

O presidente indonésio, Susilo Bambang Yudhoyono, condenou o linchamento dos ahmadis no domingo, mas defendeu a lei de 2008 que proíbe a seita de propagar sua fé. Esta legislação é usada por grupos radicais muçulmanos para justificar os ataques contra membros da minoria religiosa.


fonte: http://g1.globo.com/mundo/noticia/2011/02/revolta-muculmana-queima-e-saqueia-igrejas-cristas-na-indonesia.html

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Universidade Presbiteriana Mackenzie contra PLL 122

Manifesto Presbiteriano sobre a Lei da Homofobia

O Salmo 1, juntamente com outras passagens da Bíblia, mostra que a ética da tradição judaico-cristã distingue entre comportamentos aceitáveis e não aceitáveis para o cristão. A nossa cultura está mais e mais permeada pelo relativismo moral e cada vez mais distante de referenciais que mostram o certo e o errado. Todavia, os cristãos se guiam pelos referenciais morais da Bíblia e não pelas mudanças de valores que ocorrem em todas as culturas.

Uma das questões que tem chamado a atenção do povo brasileiro é o projeto de lei em tramitação na Câmara que pretende tornar crime manifestações contrárias à homossexualidade. A Igreja Presbiteriana do Brasil, a Associada Vitalícia do Mackenzie, pronunciou-se recentemente sobre esse assunto. O pronunciamento afirma por um lado o respeito devido a todas as pessoas, independentemente de suas escolhas sexuais; por outro, afirma o direito da livre expressão, garantido pela Constituição, direito esse que será tolhido caso a chamada lei da homofobia seja aprovada. A Universidade Presbiteriana Mackenzie, sendo de natureza confessional, cristã e reformada, guia-se em sua ética pelos valores presbiterianos. O manifesto presbiteriano sobre a homofobia, reproduzido abaixo, serve de orientação à comunidade acadêmica, quanto ao que pensa a Associada Vitalícia sobre esse assunto:

“Quanto à chamada LEI DA HOMOFOBIA, que parte do princípio que toda manifestação contrária ao homossexualismo é homofóbica, e que caracteriza como crime todas essas manifestações, a Igreja Presbiteriana do Brasil repudia a caracterização da expressão do ensino bíblico sobre o homossexualismo como sendo homofobia, ao mesmo tempo em que repudia qualquer forma de violência contra o ser humano criado à imagem de Deus, o que inclui homossexuais e quaisquer outros cidadãos.

Visto que: (1) a promulgação da nossa Carta Magna em 1988 já previa direitos e garantias individuais para todos os cidadãos brasileiros; (2) as medidas legais que surgiram visando beneficiar homossexuais, como o reconhecimento da sua união estável, a adoção por homossexuais, o direito patrimonial e a previsão de benefícios por parte do INSS foram tomadas buscando resolver casos concretos sem, contudo, observar o interesse público, o bem comum e a legislação pátria vigente; (3) a liberdade religiosa assegura a todo cidadão brasileiro a exposição de sua fé sem a interferência do Estado, sendo a este vedada a interferência nas formas de culto, na subvenção de quaisquer cultos e ainda na própria opção pela inexistência de fé e culto; (4) a liberdade de expressão, como direito individual e coletivo, corrobora com a mãe das liberdades, a liberdade de consciência, mantendo o Estado eqüidistante das manifestações cúlticas em todas as culturas e expressões religiosas do nosso País; (5) as Escrituras Sagradas, sobre as quais a Igreja Presbiteriana do Brasil firma suas crenças e práticas, ensinam que Deus criou a humanidade com uma diferenciação sexual (homem e mulher) e com propósitos heterossexuais específicos que envolvem o casamento, a unidade sexual e a procriação; e que Jesus Cristo ratificou esse entendimento ao dizer, “. . . desde o princípio da criação, Deus os fez homem e mulher” (Marcos 10.6); e que os apóstolos de Cristo entendiam que a prática homossexual era pecaminosa e contrária aos planos originais de Deus (Romanos 1.24-27; 1Coríntios 6:9-11).

A Igreja Presbiteriana do Brasil MANIFESTA-SE contra a aprovação da chamada lei da homofobia, por entender que ensinar e pregar contra a prática do homossexualismo não é homofobia, por entender que uma lei dessa natureza maximiza direitos a um determinado grupo de cidadãos, ao mesmo tempo em que minimiza, atrofia e falece direitos e princípios já determinados principalmente pela Carta Magna e pela Declaração Universal de Direitos Humanos; e por entender que tal lei interfere diretamente na liberdade e na missão das igrejas de todas orientações de falarem, pregarem e ensinarem sobre a conduta e o comportamento ético de todos, inclusive dos homossexuais.

Portanto, a Igreja Presbiteriana do Brasil reafirma seu direito de expressar-se, em público e em privado, sobre todo e qualquer comportamento humano, no cumprimento de sua missão de anunciar o Evangelho, conclamando a todos ao arrependimento e à fé em Jesus Cristo”.

Rev. Dr. Augustus Nicodemus Gomes Lopes
Chanceler da Universidade Presbiteriana Mackenzie

terça-feira, 7 de setembro de 2010

As heresias de Benny Hinn

Na verdade este é um pseudônimo. Seu nome verdadeiro é Tofik Benedictus Hinn. Nasceu na cidade de Jaffa em Israel, no dia 3 de dezembro de 1952. É um dos mais conhecidos "televangelistas" do mundo na atualidade. É um dos maiores propagadores do "Movimento da Fé", difundindo suas heresias através da TV, cruzadas ao redor do globo e livros, como: Bem-vindo Espírito Santo, Bom dia Espírito Santo, Este é o dia do seu milagre, entre outros.

No ano de 1989, Hinn afirmou que estava diante do trono de Deus (Deus falava através dele), e que lhe comunicou que iria destruir a comunidade homossexual com fogo entre 1994-95, e que uma doença originária da América do Sul chegaria aos EUA, porém nada disso aconteceu. No ano de 1990 afirmou que os EUA seriam assolados por terremotos e outros eventos destruidores. Afirmou, ainda, que um colapso econômico destruiria a economia dos EUA, porém, nada disso também aconteceu. De acordo com a instrução bíblica isso já seria mais que suficiente para classificar Benny Hinn como um falso profeta, todavia, não é o que acontece, já que milhares de pessoas dão-lhe credibilidade, adquirem seus livros como se estes representassem uma literatura cristã saudável e o seguem, como se fosse um genuíno representante de Cristo.

Iremos analisar aqui, a luz da Palavra de Deus, algumas afirmações de Benny Hinn feitas em programas de TV, em suas viagens "evangelísticas" e em seus livros. Seus ensinos deixam bem claro que estamos tratando de um falso profeta. "Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores" Mt 7.15.

1) "Cristãos são pequenos messias, são pequenos deuses" (Benny Hinn, Praise-a-thon (TBN), Novembro 1990).

Os cristãos são "pequenos deuses"? Absolutamente não! O texto bíblico de Romanos 11:33-36 nos diz: "Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos! Porque, quem compreendeu a mente do Senhor? ou quem foi seu conselheiro? Ou quem lhe deu primeiro a ele, para que lhe seja recompensado? Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém".

2) "Jesus na sua morte se tornou um com satanás" (Benny Hinn, transmissão de Benny Hinn, 15/12/90).

Em Sua morte, Jesus não se tornou um com satanás. O que aconteceu foi exponencialmente o oposto. Jesus venceu, triunfou de satanás. Vejamos: "E, despojando os principados e potestades, os expôs publicamente e deles triunfou em si mesmo" (Cl 2:15).

3) "Pobreza vem do Inferno. Prosperidade vem do Céu. Adão teve domínio completo sobre a terra e tudo que nela contém. Adão podia voar como um pássaro. Adão podia nadar embaixo d'água e respirar como um peixe. Adão foi para a lua. Adão caminhou sobre as águas. Adão foi um superser [este não é o termo de um autor esotérico?], ele foi o primeiro super-homem que viveu. Adão teve domínio sobre o sol, lua & estrelas. Cristãos não têm Cristo em seus corações. Semeia uma grande semente, quando você a confessa, você está ativando as forças sobrenaturais de Deus". (Benny Hinn, Praise-a-thon (TBN), Novembro 1990).

Adão podia voar como um pássaro?; Adão podia nadar embaixo d'água?; Adão podia respirar como um peixe?; Adão foi para a lua?; Adão caminhou sobre as águas?; Adão foi um superser?; Adão foi o primeiro super-homem que viveu? Gostaria de ver Benny Hinn, ou qualquer outra pessoa nos mostrar esse ensino na Bíblia! Todo ensino que vai além do que está escrito na Bíblia deve ser considerado como amaldiçoado. Vejamos: "Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema (amaldiçoado). Assim, como já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo. Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema (amaldiçoado)." (Gl 1:8).

4) "Quando você não dá dinheiro (para a igreja), mostra que tem a natureza do diabo" (Benny Hinn, Praise-a-thon (TBN), 4/21/91)

Em primeiro lugar, o ensino bíblico nos alerta para o fato de que aquele que não é dizimista está roubando a Deus. Ele não está roubando a igreja, mas a Deus. Em segundo lugar, não está escrito em nenhuma parte das Escrituras Sagradas que aquele que não dá dinheiro à igreja tem a natureza do diabo. Seria muito bom, outra vez, que o Sr. Benny Hinn nos mostrasse na Bíblia em que lugar isso está escrito.

5) "Algumas vezes eu desejaria que Deus me desse uma metralhadora do Espírito Santo para explodir a cabeça deles" (Falando sobre nós, "os caçadores de heresias")

O desejo do Sr. Benny Hinn de explodir a cabeça dos bereanos caçadores de heresia se dá pelo fato dele ser continuamente desmascarado pelos tais. A instrução bíblica é que examinemos os ensinos, ponhamos à prova os ensinadores, comparamos toda instrução com a escritura e notemos (destaquemos, revelemos) os hereges, para que sintam vergonha.

6) "Quando você diz que está salvo, o que está dizendo? Está dizendo que é um cristão. O que essa palavra significa? Significa que você é um ungido. Você sabe o que a palavra ungido significa? Significa Cristo. Quando você diz que é um cristão, está dizendo que é um Mashiyach, em hebraico, sou um pequeno messias caminhando na Terra, em outras palavras. Essa é uma revelação chocante! ... O espírito dele e nosso espírito-homem são um, unidos. Não há separação, é impossível. A nova criação é criada com base em Deus em justiça e verdadeira santidade. O novo homem é como Deus, divino, completo em Cristo Jesus, a nova criação é exatamente como Deus. Posso dizer assim, você é um pequeno deus caminhando na Terra". "Embora nós não sejamos o Deus Todo-Poderoso, apesar de tudo, nós agora somos divinos" (Benny Hinn, 12/1/90, TBN). "Se você está preparado para algum conhecimento revelado... você é deus" (Benny Hinn, "Our Position In Christ", tape # AO31190-1)

O homem é um ser criado. E aquele que é salvo continua sendo um ser criado, todavia regenerado, nascido de novo. Na verdade, o desejo de se tornar igual a Deus tem origem no coração de Satanás. Observe que foi o inimigo que semeou esse ensino no coração de Eva, e hoje este continua no coração de muitos, inclusive do Sr. Benny Hinn. Nós, jamais seremos divinos. Jamais seremos deuses. Jamais seremos iguais a Deus. Nós somos criaturas. "E quanto menos o homem, que é um verme, e o filho do homem, que é um vermezinho" (Jo 25:6).

7) "Se vocês me atacaram, suas crianças pagarão por isso" (Benny Hinn, TBN "Heresy Hunters" 23/10/92).

Um exemplo claro de como ele tenta intimidar as pessoas para que estas não julguem seus métodos.

8) Benny Hinn falando em "línguas": "Demônios, demônios... glória, glória"; "Senhor Jesus, dê a eles pecado... por gargalhadas sagradas [a chamada benção de Toronto / unção do riso] às pessoas, eu oro" (Benny Hinn, TBN)

Benny Hinn orando aos demônios? Benny Hinn dando glória aos demônios? Benny Hinn pedindo que Deus dê pecado as pessoas? Benny Hinn pedindo a unção do riso? Ora, em que lugar da Bíblia nós podemos encontrar respaldo para tais práticas? Orar a demônios; glorificar demônios; pedir pecado para Deus; ensinar a unção do riso?

9) "Deus, o Pai, é uma pessoa. Deus, o Filho, é uma pessoa. Deus, o Espírito Santo é uma pessoa. Mas cada um deles é um ser triúno por si mesmos! Se posso chocá-lo, e talvez eu deva chocá-lo, existem nove deles... Deus, o Pai, é uma pessoa com seu próprio espírito pessoal, com sua própria alma pessoal, e seu próprio corpo espiritual pessoal. Você diz, "Eu nunca ouvi isso antes". Bem, você acha que está nesta igreja para ouvir coisas que já ouviu nos últimos cinqüenta anos? Você não pode discutir com a Palavra, pode? Está tudo lá na Palavra." (Benny Hinn).

Espere um pouco! Nove deuses? Isso sim, pode ser classificado como politeísmo. Isso nunca foi cristianismo bíblico. Deus, o Pai, possui um corpo físico? Como pode alguém ensinar tal doutrina se a própria Bíblia nos ensina que O Pai não tem corpo físico? "Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade" (Jo 4:24).

10) "Você acha que está nesta igreja para ouvir coisas que já ouviu nos últimos cinqüenta anos?".

Ora, um falso profeta sempre se apresenta como sendo o detentor de uma nova revelação. Foi assim com Joseph Smith (Mórmons), Charles Russel (Testemunhas de Jeova), William Branham (Tabernáculo da Fé), Ellen White (Adventismo), e agora com o Sr. Benny Hinn.

Como pode-se descartar tão rapidamente 200 anos de história, para se defender heresias de perdição tão claras e aberrantes? "Não removas os antigos limites que teus pais fizeram" (Pv 22:28).

Benny Hinn ainda teve a ousadia de dizer: "Você não pode discutir com a Palavra, pode? Está tudo lá na Palavra". Gostaria, mais uma vez, de saber em que lugar da Escritura está esse ensino? Aqui podemos entender com a mais absoluta clareza que aqueles que seguem tais ensinos não se dão ao trabalho de ler a Bíblia, muito menos de estudá-La.

A afronta contra a natureza divina de Cristo e Sua obra vicária na cruz é apresentada por Benny Hinn, quando ele diz: "Senhoras e senhores, a serpente é um símbolo de Satanás. Jesus Cristo sabia que o único modo de ele parar Satanás seria tornando-se um em natureza com ele."O que você disse? Que blasfêmia é esta?' Não, você ouviu isto mesmo! Ele não levou meus pecados, ele tornou-se meu pecado. O pecado é a natureza do inferno. O pecado é que fez Satanás. Você se lembra, ele não era Satanás até que o pecado foi encontrado nele. Lúcifer era perfeito até que, Ezequiel diz, o pecado foi encontrado nele. Foi o pecado que criou Satanás. Jesus disse, "Serei o pecado, irei aos lugares mais baixos. Irei à origem do pecado. Não irei apenas tirar parte dele; serei a totalidade dele". Quando Jesus tornou-se pecado, ele o tirou de A a Z e disse não mais. Pense nisto. Ele tornou-se carne para que a carne possa tornar-se como ele. Ele tornou-se morte para que os homens moribundos possam viver. Ele tornou-se pecado para que os pecadores possam ser justos nele. Ele tornou-se um com a natureza de Satanás para que todos aqueles que tinham a natureza de Satanás possam participar da natureza de Deus." Benny Hinn afirma que Jesus falou: "Serei o pecado, irei aos lugares mais baixos. Irei à origem do pecado. Não irei apenas tirar parte dele; serei a totalidade dele". Mais uma vez fazemos a mesma pergunta: Em que lugar da Bíblia Jesus disse isso? Jesus não se transformou em um pecador, e muito menos se transformou em pecado. Ele carregou, levou sobre si os nossos pecados. Basta ler Isaías 53.

Que Deus tenha misericórdia daqueles que têm, inocentemente, se deixado levar pelas heresias propagadas pelo falso profeta do Movimento da Fé, o Sr. Benny Hinn.

Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade. Mateus 7.22-23

Leia também: As Estranhas Doutrinas de Benny Hinn
www.espada.eti.br/n1824.asp

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Aproximação da eleição presidencial deixa Caio Fábio mais agitado contra Julio Severo


Julio Severo
Dou graças a Deus que, em minha responsabilidade de desmascarar o falso messianismo político de Lula e suas políticas pró-aborto e pró-homossexualismo, não temos mais um supremo líder evangélico no Brasil, para usar maliciosamente sua função para definir e impor o que é ou não politicamente correto e para ditar o que podemos ou não fazer. Se, por exemplo, Caio Fábio não tivesse mergulhado em escândalos sexuais e financeiros há uma década, é certo que sua posição elevada traria hoje muitos problemas e perseguição aos que ele arrogantemente classifica de “profetinhas”.



Contudo, com ou sem Caio Fábio, o Blog Julio Severo vem denunciando todo sistema que se coloca no lugar de Deus. E o socialismo é um desses sistemas — provavelmente o principal —, que anseia o próprio trono de Deus — exigindo ter o controle central na mente, coração, família e outras esferas de cada pessoa.
O Blog Julio Severo vem expondo as políticas pró-aborto e pró-homossexualismo de Lula, cuja proeminência eleitoral entre os evangélicos foi um efeito das ações dissimuladoras de Caio Fábio no passado.
O Blog Julio Severo sempre denunciará os socialistas e suas políticas que, direta ou indiretamente, trazem prejuízos ao Brasil, deificando o Estado, sacralizando o aborto e o homossexualismo e demonizando Deus e seus mandamentos.
É claro que o Blog Julio Severo não poderia também deixar de denunciar Caio Fábio que, além de ter preparado o terreno evangélico para Lula no passado, tem feito declarações suspeitas sobre homossexualismo, inclusive com as seguintes pérolas de sua “graça”:
Os únicos homossexuais que eu já vi serem “curados” são os que nunca foram.
Eu não tenho dúvida de que em muito breve ficará definitivamente provado — já se caminha com muita rapidez para isso — que a homossexualidade tem como fator preponderante a genética.
Há pessoas homossexuais que nunca praticaram um único ato homossexual, mas nem por causa disso deixaram de ser. São os eunucos por amor ao Reino de Deus.
É uma pena que não haja liberdade para as pessoas dizerem quem são.
(Declarações oficiais de Caio Fábio em seu site pessoal.)
Sobre Caio Fábio e aborto, leia este excelente artigo da escritora Norma Braga: Um aconselhamento para morte.
Mesmo com sua influência extremamente baixa hoje, Caio Fábio tenta voltar ao cenário das conexões políticas, desta vez apoiando oficialmente a socialista evangélica Marina Silva para presidente. Confira aqui vídeo de Caio (de bonezinho à la Fidel Castro, mentindo “graciosamente” que não mistura política com Evangelho) apoiando Marina: http://www.youtube.com/watch?v=HEJknb0NEfA
O apoio dele a Marina, que veio das entranhas do PT e jamais usou sua posição ministerial no governo Lula para incomodar as muitas e variadas políticas pró-aborto e pró-homossexualismo do governo petista, deve-se aos seus fervorosos sentimentos ambientalistas, os mesmos sentimentos que o inspiraram a fazer as seguintes declarações:
Para mim, esse universo é sagrado. Eu poderia simplesmente dizer que ele é descriado, que ele existe por si só, que ele é o que é, que a única coisa que existe é ele, que ele é Deus por existir em si mesmo, por ser a causa de si próprio. É um Deus inconsciente de si mesmo.
O sagrado habita o mundo inteiro.
Se não tenho uma visão que sacraliza o cosmos e toda a criação, eu preciso no mínimo fazer uma segunda reflexão.
Pode-se dizer que a Índia é um país tecnologicamente atrasado, em que há elevadíssimo índice de pobreza, miséria, superpopulação e outras coisas mais. Mas ela continua sendo exemplo de sociedade que olha para o cosmos como algo sagrado, numa visão completamente diferente da nossa.
Por isso, estranhamente, tenho que lhes dizer que o animismo presta serviços à bioética, de natureza muito mais prática, na hora em que, ignorantemente ou não, vê significado espiritual na existência de todos os entes criados. Nós não.
Chegamos a um ponto em que se estabeleceram para nós ironias extraordinárias. A primeira: o Ocidente cristão, especialmente a sua versão protestante, tornou-se a parte da humanidade que mais ofende a criação. O homem existe num universo sem nenhuma sacralidade. A segunda: as sociedades animistas são extremamente menos ofensivas à criação do que nós.
Senão, vejamos: os 3 primeiros capítulos do Livro de Gênesis: ou o indivíduo parte para aquela leitura completamente literal e fundamentalista, que quer transformar a Bíblia num manual científico de como o mundo foi formado, algo absolutamente tolo.
Chama toda a consciência do Evangelho para uma integração dela com a sacralidade da criação e com a reverência pela criação.
Enxergo a ética de preservação da vida num mundo no qual a própria presença humana na Terra significa a maior ameaça de devastação.
O extraordinário e ao mesmo tempo irônico e contraditório é que essa presença humana na Terra, inteligente e autoconsciente, é a maior, e talvez seja a única, ameaça à própria Terra e que as demais manifestações de vida na Terra conheçam.
Nunca antes nada foi tão ameaçador por mais catastrófico que tenha sido do que a presença humana na Terra.
É a nossa presença aqui que carrega em si a possibilidade da autodestruição.
(Declarações oficiais de Caio Fábio em seminário do MEP na Câmara dos Deputados em 2004)
Marina Silva era ministra do meio-ambiente no governo Lula. Dá para estranhar então o apoio de Caio a ela para presidente agora?
Em entrevista recente, ela disse que, caso vença as eleições, não irá se opor à união civil entre pessoas do mesmo sexo. De acordo com notícia publicada no site da VINACC, ela também declarou: “Minha posição pessoal não se coloca relevante para o Estado e para políticas públicas. Minha posição pessoal é à luz da minha fé, não tenho como pensar diferente. Em relação a discriminar qualquer pessoa, o Estado não vai fazer isso de forma alguma”. Com Caio Fábio como conselheiro “espiritual”, seria possível ela pensar diferente?
“Minha posição pessoal não se coloca relevante para o Estado e para políticas públicas”. Essa postura de Cristianismo passivo e inerte na política é tudo o que os secularistas querem dos cristãos. Por que ela não disse logo sem rodeios: “Na esfera política, meu Cristianismo pessoal estará fora de ação. Mas meu socialismo de longa data estará ativo e a pleno vapor!”?
Certamente, ela não vai legalizar o aborto e o “casamento” homossexual, mas se os militantes quiserem abrir essa porta, ela poderá simplesmente dar de ombros e dizer: “Quem sou eu para impedi-los?” Além disso, há sempre espaço para adaptar e atualizar o estilo evasivo de Lula de responder “não sei de nada, não vi nada”.
Quando era relatora de uma comissão parlamentar que estava “analisando” a questão do aborto, Marina preferiu deixar a relatoria — a fim de não desagradar à postura pró-aborto do Partido das Trevas — do que deixar sua posição cristã pessoal ser relevante. Se o PT queria a aprovação do aborto nessa comissão, Marina fez a gentileza de sair do caminho. O próprio diabo não poderia querer mais de um cristão.
É evidente que os militantes pró-homossexualismo e pró-aborto estão torcendo pela vitória de Dilma Rousseff, mas qual deles vai reclamar que uma vitória de Marina é derrota automática para suas ambições ideológicas? Aliás, entre Marina e Rousseff não há nenhuma briga — pelo menos não a nível ideológico.
No entanto, por conveniência política, Marina deixou o PT, porque a alegada ex-terrorista Rousseff se tornou a favorita petista para a candidatura presidencial.
Hoje, Marina é filiada ao Partido Verde (PV), cujo presidente, Fernando Gabeira, era igualmente terrorista comunista no passado. Gabeira é a favor do homossexualismo, do “casamento” de mesmo sexo, do PLC 122/06 e também do aborto. E como Marina já sinalizou que não fará oposição, há pouca probabilidade — para a alegria das hordas socialistas — de que o chefão Gabeira enfrente dificuldades para impor sobre o Brasil suas insanidades ideológicas. Com Marina na presidência, o PV de Gabeira dominará o Brasil, com sua eco-idolatria terrorista ao gosto de Caio Fábio.
Os primeiros passos já estão sendo dados: o PV lançará oficialmente a candidatura do chefão de Marina para governador do Rio. Agora, Caio dá a mão para Marina, ela para Gabeira, e juntos cantam: “Dorme, dorme em berço esplêndido, Brasil, pois queremos te transformar do mesmo modo que fomos transformados!” Não muito longe, estão Lula, Dilma e os outros candidatos concorrentes, cantando: “Dorme, dorme em berço esplêndido, eleitor…”
Anos atrás, a estranha graça de Caio Fábio o levou a designar o xiita ultra-ambientalista Al Gore, que é estridentemente pró-aborto e pró-homossexualismo, como um genuíno profeta — na verdade, um falso profeta que há muito canta: “Dorme, dorme em berço esplêndido, toda a raça humana…” Nesse ponto, talvez a própria Marina já tenha recebido o título de “profeta” também. Mas para Severo, a bondade caiofabiana reserva apenas designações pejorativas, fofoqueiras e maliciosas, como “profetinha”. É nisso que dá Severo não ser como Al Gore: perde a graça caiofabiana.
É no contexto do recente apoio oficial de Caio Fábio à socialista Marina Silva que o time caiofabiano lança dois vídeos contra Julio Severo, onde o próprio Caio Fábio ataca Severo com várias acusações. A principal acusação se baseia em informações supostamente coletadas de pessoas que conviveram com Severo no seminário. Nos vídeos, Caio alega que graças a esses seminaristas que estudaram com Severo no seminário, ele sabe tudo sobre Severo, inclusive sobre supostas questões homossexuais “secretas”. Confira aqui vídeo esclarecendo sobre Caio atacando Severo: http://www.youtube.com/watch?v=3htQU15yZx8
Só há um detalhe: Julio Severo jamais foi seminarista, nem estudou em seminário.
Nos vídeos, Caio Fábio faz muitas outras insinuações maldosas de Severo, as quais são tão reais quanto o imaginário seminário caiofabiano onde estudou Severo.
Evidentemente, essa não é a primeira vez que Caio Fábio exibe sinais da síndrome do “crescimento do nariz”, moléstia peculiar que afetou Pinóquio. Para ajudar a promover Lula entre os evangélicos no passado, ele precisou desempenhar, em elevado grau, a arte da dissimulação. E para ajudar agora outros socialistas a receberem apoio dos evangélicos, ele precisa enganar sobre tudo — inclusive sobre Severo.
Mas, seja por meio de Julio Severo ou de outros autênticos seguidores proféticos de Jesus Cristo, todos os dissimuladores como Caio Fábio e suas dissimulações serão desmascarados — agora e sempre. Aliás, são exatamente aqueles que ele zombeteiramente chama de “profetinhas” que Deus está usando para derrubar os Golias da dissimulação.
A graça fingida de Caio Fábio leva a intrigas e fofocas e a uma mente doente cheia de amargura. Leva também a posturas e opiniões maliciosas, traiçoeiras e dissimuladas sobre aborto, homossexualismo e meio-ambiente. Mas o que vem de Deus age em nós de forma muito diferente:
“A graça de Deus nos treina para evitar vidas ímpias cheias de desejos mundanos de modo que vivamos vidas com domínio próprio, integridade moral e dedicação a Deus neste presente mundo”. (Tito 2:12)
É por causa dessa graça que, nestes tempos de trevas dentro e fora de algumas igrejas, não estou dormindo. Estou no posto da sentinela, alertando muitos para acordarem de seu berço esplêndido.

sábado, 19 de junho de 2010

Jornal do Vaticano chama Saramago de "joio em meio ao trigo"

O jornal L'Osservatore Romano, de propriedade do Vaticano, definiu neste sábado o escritor José Saramago, morto na última sexta-feira, na Espanha, como "um homem e um intelectual de nenhuma convicção metafísica, permanecendo até o último momento em sua crença teimosa no materialismo histórico, ou melhor, no marxismo". As informações são do jornal italiano La Repubblica.

O artigo, chamado "A (suposta) onipotência do narrador (L'onnipotenza (presunta) del narratore)", também diz que Saramago se colocou "lucidamente na parte do joio em meio ao campo de trigo do Evangelho".

O escritor, ainda de acordo com o artigo, se declarava "insone" ao pensar sobre as Cruzadas ou a Inquisição, mas esquecia de se lembrar dos gulags (campos de trabalhos forçados do regime soviético), dos genocídios e dos samizdat, tentativas de burlar a censura cultural nos países da Cortina de Ferro.

A obra mais conhecida de Saramago, O Evangelho Segundo Jesus Cristo, foi definida pelo jornal como uma "afronta à memória do cristianismo da qual não há o que salvar", em que Jesus "dirige o mundo com um poder sem misericórdia".