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sábado, 22 de outubro de 2011

Uma reflexão sobre o Salmo 73



 Salmo 73:2-3 NTLH -  "Porém, quando eu vi que tudo ia bem para os orgulhosos e os maus, quase perdi a confiança em Deus, porque fiquei com inveja deles."



"Então eu me esforcei para entender essas coisas, mas era difícil demais para mim" 
Salmo 73:16 NTLH


Ser jovem hoje em dia não é nada fácil, ser jovem e cristão então... Mesmo vivenciando o poder de Deus nas nossas vidas, e sabendo que Ele está no controle, às vezes nos sentimos impotentes diante de tantas injustiças que somos forçados à presenciar diariamente.
E a mais variada sorte de injustiças e enganos não se dá somente entre as pessoas que não conhecem a verdade do Evangelho, diariamente vemos boquiabertos, pessoas que pregam um evangelho “Self Service” indo de vento em popa em todos os sentidos, igrejas lideradas por lobos em pele de lobo mesmo, inchando à olhos vistos.
Asafe, um levita usado por Deus para compor salmos que nos abençoam em momentos tão difíceis, não foi poupado dessa realidade. Ele mesmo se encontra abalado em sua fé e questionando o porque de ímpios prosperarem e viverem de maneira que nos parece tão segura e livre de tribulações e problemas. E nos conta que tais questionamentos o levaram à balançar no caminho.
O seu grande erro foi ter olhado para o homem, deixou de olhar para Deus e começou prestar atenção no que acontecia ao mundo ao seu redor, sem no entanto lembrar que isso tudo passa.
A verdade é que as vezes parece que estamos em uma canoinha furada no mar em tempestade, enquanto o mundo passeia de iate em um mar calmo.

Salmo 73:12 – “Eis que estes são ímpios, e prosperam no mundo; aumentam em riquezas.”

Mas assim como Asafe, quando estamos na presença de Deus vemos o fim de tudo isso...

Salmo 73:

17 - até que entrei no santuário de Deus; então percebi o fim deles.
18 - Certamente tu os pões em lugares escorregadios, tu os lanças para a ruína.
19 - Como caem na desolação num momento! ficam totalmente consumidos de terrores.
20 - Como faz com um sonho o que acorda, assim, ó Senhor, quando acordares, desprezarás as suas fantasias.
21 - Quando o meu espírito se amargurava, e sentia picadas no meu coração,
22 - estava embrutecido, e nada sabia; era como animal diante de ti.
23 - Todavia estou sempre contigo; tu me seguras a mão direita.
24 - Tu me guias com o teu conselho, e depois me receberás em glória.
25 - A quem tenho eu no céu senão a ti? e na terra não há quem eu deseje além de ti.

Porém, a maior descoberta de Asafe não foi saber como os ímpios acabam, mas como os justos permanecem para sempre. Ele lembrou-se de algo que só o crente pode dizer: “ todavia, estou sempre contigo, tu me seguras pela minha mão direita” (vers 23). Em meio ao sofrimento, o crente não está sozinho nem desamparado. Na estrada íngrime da fé, só o crente pode dizer “Tu me guias com o teu conselho e depois me recebes na glória” (vers 24). Ao pensar nessas verdades, Asafe só podia exclamar “quem mais tenho eu no céu? Não há outro em quem eu me compraza na terra” (vers 25). Ah! meu irmão, Deus te basta! O Senhor te é suficiente! Se você tem Deus no céu e se deleita dele na terra, então nem a maior prosperidade dos ímpios nem o maior sofrimento irá te tirar a alegria da salvação! O segredo que Asafe descobriu é que “ainda que a minha carne e o meu coração desfaleçam, Deus é a fortaleza do meu coração e a minha herança para sempre” (vers 26).
O que é melhor, possuir todas as riquezas do mundo ou viver na presença de Deus? Depois de encontrar-se com Deus no santuário, Asafe não teve mais dúvidas: “quanto a mim, bom é estar junto a Deus; no Senhor Deus ponho o meu refúgio, para proclamar todos os seus feitos” (vers 28). Você trocaria uma vida na presença de Deus e uma eternidade na glória por prosperidade material na terra e uma eternidade no inferno?
Tenho certeza que não, logo, não há motivo para você duvidar da bondade de Deus e menos ainda para invejar a sorte dos que seguem a maldade.


Luis Carlos Pereira
em Cristo


terça-feira, 18 de outubro de 2011

A Parábola do Filho Pródigo.





    “E disse: Um certo homem tinha dois filhos. E o mais moço deles disse ao pai: Pai, dá-me a parte da fazenda que me pertence. E ele repartiu por eles a fazenda. E, poucos dias depois, o filho mais novo, ajuntando tudo, partiu para uma terra longínqua e ali desperdiçou a sua fazenda, vivendo dissolutamente. E, havendo ele gastado tudo, houve naquela terra uma grande fome, e começou a padecer necessidades. E foi e chegou-se a um dos cidadãos daquela terra, o qual o mandou para os seus campos a apascentar porcos. E desejava encher o seu estômago com as bolotas que os porcos comiam, e ninguém lhe dava nada. E, caindo em si, disse: Quantos trabalhadores de meu pai têm abundância de pão, e eu aqui pereço de fome! Levantar-me-ei, e irei ter com meu pai, e dir-lhe-ei: Pai, pequei contra o céu e perante ti. Já não sou digno de ser chamado teu filho; faze-me como um dos teus trabalhadores. E, levantando-se, foi para seu pai; e, quando ainda estava longe, viu-o seu pai, e se moveu de íntima compaixão, e, correndo, lançou-se-lhe ao pescoço, e o beijou. E o filho lhe disse: Pai, pequei contra o céu e perante ti e já não sou digno de ser chamado teu filho. Mas o pai disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa, e vesti-lho, e ponde-lhe um anel na mão e sandálias nos pés, e trazei o bezerro cevado, e matai-o; e comamos e alegremo-nos, porque este meu filho estava morto e reviveu; tinha-se perdido e foi achado. E começaram a alegrar-se. E o seu filho mais velho estava no campo; e, quando veio e chegou perto de casa, ouviu a música e as danças. E, chamando um dos servos, perguntou-lhe que era aquilo. E ele lhe disse: Veio teu irmão; e teu pai matou o bezerro cevado, porque o recebeu são e salvo. Mas ele se indignou e não queria entrar. E, saindo o pai, instava com ele. Mas, respondendo ele, disse ao pai: Eis que te sirvo há tantos anos, sem nunca transgredir o teu mandamento, e nunca me deste um cabrito para alegrar-me com os meus amigos. Vindo, porém, este teu filho, que desperdiçou a tua fazenda com as meretrizes, mataste-lhe o bezerro cevado. E ele lhe disse: Filho, tu sempre estás comigo, e todas as minhas coisas são tuas. Mas era justo alegrarmo-nos e regozijarmo-nos, porque este teu irmão estava morto e reviveu; tinha-se perdido e foi achado” (Lucas 15:11-32).




    Esta parábola (filho pródigo-Lc 15) é um dos textos mais comoventes e edificantes da bíblia. Na decisão do filho pródigo, podemos ver as dúvidas que nos afligem, e que muitas vezes nos fazem questionar se faz sentido ser fiel ao Pai . Na passagem em que filho pródigo passa fome, temos a visão da nossa miséria quando afastados de Deus. Os porcos eram considerados animais imundos pelos judeus, e o filho após abandonar seu pai, vivenciou aquilo que era uma das piores coisas aos olhos do seu povo, chegou ao ponto mais baixo que poderia chegar estando afastado de seu pai.
Mas no abraço acolhedor que o pai deu em seu filho, no retorno para casa, vemos o poder do amor incondicional de Deus.
Nesta parábola Jesus associa o amor incondicional de Deus à figura de um pai, Jesus quer nos mostrar o quanto temos uma visão equivocada à respeito de Deus, muitas vezes o vemos como um pai rancoroso e vingativo, e não como um pai amoroso e disposto à nos perdoar. O Pai que Jesus nos mostra, é um pai amoroso; que disciplina, mas ama o perdão.
Jesus nos mostra uma imagem de pai, cheia de perdão e amor incondicional. Esse pai coloca limites necessários, mas não os confunde com falta de liberdade. É um pai que às vezes diz não, mas que confia, e sabe o que é melhor para nós, Ele abre os braços e solta o filho, porque somos livres em Cristo.
Se o filho pródigo tivesse medo do pai, como poderia voltar para casa e pedir perdão? 

Se alguém tem medo de Deus, como terá coragem de pedir perdão?




“ ...E o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora.” João 6:37b





Luis Carlos Pereira
em Cristo




quarta-feira, 14 de setembro de 2011

O pior palavrão do mundo


Por Renato Vargens

Basta alguém defender as Escrituras Sagradas como única e exclusiva regra de fé, que alguém imediatamente grita em alta voz: “Seu fundamentalista miserável”

Pois é, para alguns a palavra FUNDAMENTALISTA é o pior palavrão que existe, e usá-la significa proferir o pior tipo de ofensa do mundo.

Se alguém combate a relativização do pecado é fundamentalista.
Se defende as doutrinas fundamentais das Escrituras é fundamentalista burro.
Se acredita que a Bíblia é a Palavra de Deus, é fundamentalista ultrapassado.
Se luta pela família e pelo casamento é fundamentalista “imbecilizado”.
Se defende a igreja e sã doutrina é fundamentalista “satanizado”.
Se expõe as Escrituras em vez de divertir o povo é fundamentalista “idiotizado”.
Se combate o maniqueísmo neopentecostal é fundamentalista manipulado.
Se não adere aos modismos do movimento gospel é fundamentalista gelado.
Se combate o o sexo antes do casamento é fundamentalista bitolado.
Se combate as heresias dos falsos apostólos é fundamentalista amaldiçoado.
Se acredita na volta de Cristo é fundamentalista “despoetizado”.
Se prega a necessidade do arrependimento de pecados é fundamentalista mal intencionado.

***
Renato Vargens,

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Socorro! Sou viciado em pornografia

As últimas brasas da fogueira já estavam quase apagadas. As etiquetas nas garrafas estavam danificadas, depois de dias expostas ao sol. Os que haviam acampado perto de minha barraca já estavam longe há algum tempo. Meu amigo e eu pegamos as coisas que estavam para trás. Ficou apenas um CD de hip-hop. Tínhamos algumas malas e garrafas vazias. Além de uma revista.

Sua capa estava molhada e irreconhecível. Eu a abri com um pedaço de pau. Havia orvalho naquele dia e as páginas da revista também estavam molhadas. Naquele momento eu vi uma mulher. Ela estava com seus seios descobertos.

Desde meus sete anos tenho fugido. Quero dizer, meninas eram “problemáticas”. Elas eram indesejáveis. Tinham alguma coisa que desejávamos, mas não sabíamos dizer o que, já que nunca as alcançávamos. Eu ainda me lembro daquela cena. Eu estava ao mesmo tempo empolgado e receoso. Eu não conseguia entender a razão, mas sabia que ninguém deveria me ver olhando aquela revista.

De uma coisa eu sabia: eu queria mais.

Alguns anos depois eu tive minha chance. Dessa vez eu não fugi. Eu tinha treze anos e estava na casa do meu amigo Tyler (nome fictício). Ele era meu único amigo com acesso à internet. Quase todos os dias nós jogávamos no computador por horas.

Certo dia, eu cliquei em um ícone que pensei ser um jogo; tudo mudou em nossa vida. Não era um jogo, mas um vídeo. Nossa primeira reação foi cair na gargalhada com as lentas imagens daquelas mulheres. Era uma gargalhada do tipo “desligue isso; é tão ridículo”. Contudo, nós não desligamos. Assistimos ao vídeo e, então, eu fui para casa.

Tyler continuou procurando por vídeos daquela natureza e me mostrou o que havia encontrado. Dessa vez, eu não fugi. Não queria continuar olhando, mas eu continuei. Estava hipnotizado.

Com o tempo, ficar olhando, juntos, aquela nudez na internet causava-nos estranheza e desconforto. Por isso, Tyler e eu preferimos nos dedicar ao pornô solo. Tyler continuou a fazer download de tudo o que podia. Dos vídeos mais leves aos mais pesados. Eu, àquela altura, estava dividido entre o prazer de ver aquelas cenas e a culpa que carregava dentro de mim pelo que estava a fazer. Em alguns dias eu estava forte, e resistia. Em outros, eu parecia um viciado em pornô, desesperado para achar uma imagem. Apesar disso, eu nunca comprei ou fiz download de um filme pornô. Era um garoto nascido na igreja, em uma cidade pequena. Todos me reconheceriam se descobrissem quem estava comprando aqueles vídeos. Além disso, eu não tinha computador em casa. Ao invés de comprar pornô, eu comecei a roubá-los.

Eu vasculhava as casas de meus amigos para ver se os pais deles tinham alguma revista Playboy. Quando não achava, as roubava de lojas de conveniência. Não muitas; apenas três ou quatro em alguns anos. De qualquer jeito, eu fiz.

Página por página eu ficava imaginando se aquilo poderia ser real para mim. Sei que é constrangedor dizer isso, mas aquelas mulheres pareciam me fazer sentir amado. Meus olhos desejavam aqueles corpos e faziam sentir-me um homem. Por um momento, eu me senti amado, desejado.

Eu me sentia perto de alguém, e não me incomodava o fato de aquele alguém não ser real. Para mim era muito real.

Entretanto, aqueles momentos de plenitude passavam. Sempre. O prazer fracassava. Em pouco tempo eu era tomado por um sentimento de remorso e culpa. Sentia-me a milhões de quilômetros da bondade e a bilhões de anos luz de Deus. Eu sempre pensava naquela primeira foto de mulher pelada que eu vi, na minha infância. Achava que Deus estava com um bastão em sua mão, me punindo à distância e me mostrando que não tínhamos nada em comum.

Sabia que aquilo não era verdade. Eu era um cristão. Sabia que Deus me via perfeito e amável, assim como via seu próprio Filho. Conhecia todas aquelas coisas. Amor. Graça. Perdão.

Contudo, eu não experimentava tais coisas em minha vida. Pior! Eu crescia cada vez mais frustrado comigo mesmo. Eu havia prometido para mim mesmo que eu não me incomodaria mais com aquilo, só para repetir meus erros.

Tyler não estava nada melhor. Ele começou a achar impossível crer em um Deus que o impediria de assistir seus vídeos pornôs. Sem Deus em sua mente, ele se convenceu de que pornô era apenas diversão. De que forma uma diversão pode machucar alguém? Tendo decidido que pornografia não é ruim, ele decidiu que aquilo seria algo útil para sua vida. Ele fez uma assinatura da revista Playboy e começou a comprar todos os seus vídeos.

Perceber o que estava acontecendo com o Tyler foi uma forma de me despertar. Eu sabia que estava fadado ao mesmo destino. Por isso, pedi ajuda. Certo dia, estava conversando com um amigo que é um bom cristão. Sem vergonha, disse tudo o que estava acontecendo a ele. Disse que se pudesse assistir a um filme pornô de graça, sem ser acusado por minha consciência, eu o faria. Pedi ajuda a ele e nós oramos juntos.

Para minha surpresa, meu amigo me disse que tinha o mesmo problema. Na verdade, a maioria dos meus amigos tinha. Pedimos a uma pessoa mais velha de nossa igreja para se encontrar conosco uma vez por semana e nos ajudar. Aquele homem não tinha nenhuma sabedoria mágica ou força sobrenatural para nos ajudar contra a pornografia. Contudo, ele nos ouviu, aconselhou e orou conosco. Ele se tornou um cuidadoso mentor para todos nós. A primeira coisa que ele nos mostrou foi que não estávamos sozinhos naquilo, não éramos os únicos a enfrentar aquele problema e tampouco éramos loucos.

Quando me encontrei com meu grupo, vi que minha vida precisava mudar. Muitas daquelas mudanças ainda se aplicam em minha realidade hoje. Primeira lição: Corra! “Voe”, dizia nosso mentor. “Alcoólatras devem atravessar a rua para fugir de uma garrafa de bebida”. Em meu caso, isso significa que não posso entrar sozinho em uma banca de jornal, ou usar sozinho um computador sem filtros de internet.

Preciso limitar as oportunidades que dou para a tentação. Tenho que criar um espaço que me distancie da pornografia. Não posso ter catálogos em minha casa. Não posso me dar o direito de assistir TV sozinho. Mesmo com filtros na internet, não uso o computador se não tiver outra pessoa em casa. Essas restrições me aborrecem algumas vezes. Todavia, elas me ajudam demais.

A segunda coisa que aprendi foi a perguntar: Como posso aprofundar meu desejo por Deus e esquecer-me dessas coisas que me fazem pecar? Alguém me disse, certa vez, que há dois cachorros no quintal do meu coração. Um cachorro cava egoísmo, pecado e prazer. O outro cachorro cava justiça, misericórdia, paz e obediência a Deus. Quando acordo todas as manhãs, escolho qual cachorro pretendo alimentar. O que eu alimento cresce até o outro não poder mais ser visto.

Preciso alimentar o cachorro correto. Faço isso quando cultivo relacionamentos honestos com cristãos. Tenho um amigo com quem converso de forma particular diariamente. Falamos abertamente sobre sexo, pecado e tudo o que nos leva a pecar. Juntos, nós buscamos formas de evitar o pecado. Nós oramos, choramos, nos ensinamos, nos deixamos aprender.

Eu também alimento o cachorro correto ao estudar a Bíblia em grupo. Não apenas a leio. Escrevo o que aprendi e o que desejo fazer com aquilo. Passo um tempo em silêncio, esperando para ver o que Deus falará comigo. Eu oro, adoro, sirvo outras pessoas.

Na maior parte das vezes, o cachorro bom prevalece. Aquele terrível monstro está tão sufocado agora que nem o vejo com tanta frequência. Contudo, de vez em quando ele aparece. Começa a latir e logo me vejo na direção errada. Ele late muito alto, quando não tomo cuidado em resistir às tentações. Então eu fujo. O deixo esquecido, ignorado.

Além disso, eu oro: “Deus, me ajude a fazer hoje o que é certo. Ajude o Tyler também. Livra-nos da pornografia e leve-nos próximos da perfeição. Faça-nos amar mais ao Senhor do que a nós mesmos e nos cerque com pessoas que nos façam lembrar que tu nos amas mesmo quando erramos. Cerque-nos com amigos e nos dê uma igreja que nos ajude a viver em santidade. Mate o cão mau e alimente o bom. Amém!”

***
Copyright © 2008 por Christianity Today International (Traduzido por Daniel Leite Guanaes). Fonte: SexxxChurch

Augustus Nicodemus fala sobre neopentecostalismo e o futuro das igrejas evangélicas


Augustus Nicodemus Gomes Lopes é ministro presbiteriano, teólogo calvinista, professor e escritor natural da Paraíba. Desde 2003 atua como representante do Instituto Presbiteriano Mackenzie na Universidade Presbiteriana Mackenzie, exercendo a função de chanceler dessa instituição.

ENFOQUE – Como o senhor analisa hoje o cenário evangélico brasileiro?

Augustus: Vivemos um momento de grandes mudanças no cenário brasileiro evangélico, mudanças que começaram a ser gestadas quando as igrejas evangélicas em décadas passadas passaram a abandonar o referencial da Reforma protestante, o referencial da própria Escritura Sagrada, a Bíblia, e passaram a se entender como um movimento voltado para a satisfação das necessidades imediatas e materiais dos seus aderentes e a aferir o sucesso espiritual pela prosperidade material. As igrejas neopentecostais continuam a crescer e continuam a não ter rumo teológico algum, escandalizando cada vez mais a opinião pública, envergonhando os evangélicos com práticas e costumes bizarros e estranhos, e com escândalos que ganham a mídia e que revelam os intestinos dessas igrejas. Espanta-me o fato que a teologia da prosperidade continua crescendo apesar de tudo.

Mas, não é somente isso. Hoje, as igrejas evangélicas pentecostais tradicionais correm o risco de ser minadas pelo liberalismo teológico, através dos obreiros e pastores que vão buscar um diploma de teologia reconhecido pelo MEC em universidades públicas e seminários dominados pelo velho liberalismo teológico. Não há nada errado em almejar um diploma desses, mas é que as instituições credenciadas para emiti-los usam o chamado “método científico” para estudar a Bíblia, método esse que parte do pressuposto que ela é simplesmente um livro religioso e não a infalível Palavra de Deus.

As igrejas históricas continuam pequenas e sem muito poder de fogo no cenário nacional, embora sejam elas que estejam fornecendo os professores de seminários onde os demais evangélicos vão buscar diplomas reconhecidos. São elas, também, que estão na linha de frente provendo informações e estudos sobre as questões éticas que estão sendo debatidas hoje no Brasil, como, por exemplo, a lei da homofobia. Algumas dessas denominações tradicionais estão totalmente divididas internamente entre conservadores, pentecostais e liberais, que lutam por tomar o controle dessas denominações.

Em outras palavras, não vejo o atual cenário brasileiro evangélico com muito otimismo, embora recentemente tenham acontecido algumas coisas que sugerem que nem tudo está perdido. Uma denominação histórica que estava muito minada por pastores e professores de teologia liberais deu uma reviravolta e cortou toda e qualquer relação com organismos ecumênicos que envolvam o catolicismo. Para muitos foi um retrocesso, para mim, um avanço. Percebo igualmente um aumento do interesse de muitos, especialmente dos pentecostais, pela teologia reformada, pela teologia conservadora séria, erudita e pastoral, que traz um misto de profundidade e piedade. Cresce bastante o mercado de livros evangélicos com boa teologia e boa prática. Isso traz alguma esperança.

ENFOQUE: As igrejas históricas estão conseguindo sobreviver aos furos das neopentecostais?

Augustus: Em parte. Por um lado, o neopentecostalismo é tão obviamente antibíblico que a tarefa dos pastores e líderes das igrejas tradicionais fica mais fácil. Seria mais difícil se o neopentecostalismo fosse mais sutil, mais sofisticado. Mas, é um movimento de massas, levado avante no grito, na centralização do poder nas mãos de pseudo-bispos e apóstolos que manipulam as massas usando a Bíblia como pretexto para recolher milhões e milhões de reais. Não é difícil para qualquer pessoa um pouco mais esperta desconfiar do que realmente está acontecendo.

Por outro lado, o apelo que o neopentecostalismo faz à alma católica dos evangélicos é muito grande: objetos ungidos, relíquias, líderes apostólicos, prosperidades, milagres físicos – tudo herança do catolicismo na mentalidade brasileira. Mas, muitas igrejas tradicionais já estudaram o assunto e já tomaram posição sobre ele. A Igreja Presbiteriana do Brasil, por exemplo, tem veiculado cartas pastorais que instruem seus membros sobre o movimento G-12, as práticas da Universal do Reino de Deus, coreografia e dança litúrgica, para mencionar alguns. Isso ajuda os membros e pastores presbiterianos a ficarem firmes contra essas práticas.

ENFOQUE: Na sua opinião, qual será o futuro da Igreja Evangélica Brasileira?

Augustus: Como alguém já disse, “é muito difícil profetizar sobre o futuro”. O presente sugere que esse futuro não é róseo. O crescimento vertiginoso entre os evangélicos do pragmatismo, o relativismo, o liberalismo, a libertinagem, associado à desorganização e à fragmentação do movimento evangélico só pode pressagiar dias maus pela frente, a menos que Deus tenha misericórdia de Sua Igreja e intervenha de forma poderosa, como já fez várias vezes no passado.

O que mais me preocupa quanto ao futuro é que os evangélicos estão cada vez mais achando que os valores morais e doutrinários são relativos e cada vez mais abandonando o conceito de verdades absolutas e permanentes. Essa tendência é o resultado óbvio da influência do relativismo que permeia a cultura brasileira.

Uma amostragem do relativismo, que desemboca na libertinagem, pode ser encontrada em blogs, comunidades no Orkut e sites evangélicos na internet. Há comunidades evangélicas no Orkut, por exemplo, onde o sexo entre os jovens cristãos antes do casamento é defendido como se fosse absolutamente normal. Os jovens são expostos a todo tipo de doutrinação sem ter o acompanhamento de seus pastores e líderes, que via de regra não estão familiarizados com essa forma de comunicação ou não têm tempo. Pais e líderes evangélicos ficariam abismados se entrassem nessas comunidades. Por um lado, os jovens evangélicos são hoje muito mais bem informados e críticos que os de gerações anteriores. Por outro lado, receio que uma nova geração de evangélicos está se formando, em que pese o alcance ainda bastante limitado desses meios de comunicação, que verá com naturalidade a relativização dos valores morais e dos pontos doutrinários basilares do Cristianismo, com trágicos resultados para a fé e o testemunho cristãos.

sábado, 30 de julho de 2011

Quanto custa o seu amor?

Quem nunca ouviu a feliz história de Eduardo e Mônica? A clássica música do Legião Urbana se perpetua de geração em geração. As diferenças entre ambos foram vencidas pelo amor existente em seus corações.

Quantos relacionamentos acabam devido às diferenças entre ambos? Quantos relacionamentos passam por cima de todas as diferenças? Mas quais as diferenças que podem destruir ou fortalecer os sentimentos?

Existem diversos motivos que podem colocar um casal em patamar diferente. Há milhares de pontos a serem discutidos, mas com certeza a maior adversidade vem da desigualdade social. Pessoas de classes extremamente diferentes se tornam suscetíveis ao desprezo, ao desentendimento, ao julgo da sociedade, afinal quem nunca ouviu: Ela está com ele por dinheiro!?

Atualmente, a conta bancária tem deteriorado os sentimentos, destruindo relacionamentos que possivelmente dariam certo. A mulher após sua conquista de direitos iguais, tem sofrido com a neurose masculina do Ela ganha mais que eu; o homem tem um certo receio - Ela é interesseira. Desta forma, as condições sociais têm passado por cima do verdadeiro sentimento.

O fato de ser rico ou ser pobre sempre foi um fator determinante, desde as épocas da antiguidade quando os pais escolhiam os noivos para suas filhas de acordo com o dote ofertado. O absurdo está justamente em se escolher o amor pelo valor que se paga para obtê-lo.

Sobre esta ótica podíamos criar um mercadão de casamento; você vai ao “mercado do amor” escolhe a sua companhia eterna, paga por ela ou ela paga por você e então a história termina com um: E viveram ricamente para sempre...

Francamente, até quando o ser humano verá importância em coisas tão banais como o valor do amor? Será que ninguém enxerga que o verdadeiro sentimento consiste em serEduardo e Mônica, passando por cima de todas as diferenças para dois se tornarem apenas um? Até quando haverá a necessidade de ter para depois ser?

Vale lembrar que dinheiro não traz felicidade, para os infelizes de plantão o ditado é outro: o dinheiro não traz felicidade, mas manda buscar. Pois é, está aí uma coisa que o homem precisa descobrir, se soubéssemos onde a felicidade se esconde não precisaríamos de dinheiro para tê-la, com certeza daríamos todas as voltas ao mundo para encontrá-la, com certeza seria o lugar mais visitado de toda a nossa extensão universal. Ninguém sabe onde encontrar a felicidade, mas sabemos que ela não é algo que se compra, pois não existe em nenhum portal de e-commerce, e hoje tudo se encontra na Internet.

Quando você se deparar com este tipo de dificuldade em seu relacionamento, ou seja, se ele entrar em crise devido às condições financeiras de uma das partes, é bom repensar sobre os conceitos de cada um, avaliar o sentimento e ter uma boa conversa, a fim de medir o quanto vale a pena lutarem juntos ou abandonarem a batalha. E se vocês abandonarem a guerra na metade tenha a certeza de que onde não há disponibilidade para a luta também não há sentimento.

Onna Roxane

sábado, 28 de maio de 2011

Este é o Meu Rei!

Meu Rei nasceu Rei. A Bíblia diz que Ele é Rei de Sete Formas. Ele é o Rei dos Judeus - que é um Rei étnico. Ele é o Rei de Israel - que é um Rei nacional. Ele é o Rei de Justiça. Ele é o Rei das Eras. Ele é o Rei dos Céus. Ele é o Rei da Glória. Ele é o Rei dos reis e Ele é o Senhor dos senhores. REALMENTE ESTE É O MEU REI!!!


Bem, eu me pergunto se você O conhece. Você O conhece? Não tente me enganar. Você conhece o meu Rei? David disse que os céus proclamam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das Suas mãos. Meu Rei é o Único de quem não há meio de medida que possa definir Seu amor sem limites. Nenhum telescópio pode trazer à visibilidade o litoral de Seus Suprimentos. Nenhum obstáculo pode

impedi-Lo de derramar Sua bênção.

Ele é Sempre Forte.

Ele é Totalmente Sincero.

Ele é Eternamente Inabalável.

Ele é Imortalmente Gracioso.

Ele é Imperialmente Poderoso.

Ele é Imparcialmente Misericordioso.

ESTE É O MEU REI!!!

Ele é o Filho de Deus. Ele é o Salvador do pecador. Ele é a peça central da civilização. Ele está apenas em si mesmo. Ele é honesto. Ele é único. Ele é incomparável. Ele é sem precedentes. Ele é supremo. Ele é preeminente.

Ele é a mais grandiosa ideia na literatura.

Ele é a mais alta personalidade na filosofia.

Ele é o problema supremo na alta crítica.

Ele é a doutrina fundamental da teologia histórica.

Ele é a necessidade carnal da religião espiritual.

ESTE É O MEU REI!!!


Ele é o Milagre do Século. Ele é o Superlativo de tudo bom que você escolher para chamá-lO. Ele é o Único capaz de suprir todas as nossas necessidades simultaneamente. Ele supre força ao fraco. Ele está disponível ao tentado e provado. Ele simpatiza e salva. Ele é o Deus Todo-Poderoso que orienta e mantém todo o seu povo. Ele CURA os enfermos. Ele LIMPA os leprosos. Ele PERDOA os pecadores. Ele QUITA devedores. Ele LIBERTA os cativos. Ele DEFENDE os fracos. Ele ABENÇOA os jovens. Ele SERVE o infeliz. Ele PREZA os idosos. Ele RECOMPENSA o diligente e Ele EMBELEZA os mansos. ESTE É O MEU REI!!!


Você O conhece?

Bem, meu Rei é um Rei do Conhecimento. Ele é a Fonte da Sabedoria. Ele é a Porta da Libertação. Ele é o Caminho da Paz. Ele é a Estrada da Justiça. Ele é o Autovia da Santidade. Ele é o Portão da Glória. Ele é o Mestre dos Poderosos. Ele é o Capitão dos conquistadores. Ele é o Principal dos heróis. Ele é o Líder dos legisladores. Ele é o Superintendente dos vencedores. Ele é o Governador dos governadores. Ele é o Príncipe dos príncipes. Ele é o Rei dos reis e Ele é o Senhor dos senhores. ESTE É O MEU REI!!!

Seu escritório está em todos [ou vários] lugares. Sua promessa é certa. Sua luz é inigualável. Sua bondade é infinita. Sua misericórdia é eterna. Seu amor nunca muda. Sua Palavra é suficiente. Sua graça é suficiente. Seu reino é justo. O Seu jugo é suave e o Seu fardo é leve. Eu gostaria de poder descrevê-lo para você... mas Ele é indescritível. ESTE É O MEU REI!!! Ele é incompreensível, Ele é invencível, e Ele é irresistível.

Eu vou te dizer isso, que os céus dos céus não podem contê-lO, muito menos um homem explicá-lO. Você não pode tirá-lO da sua mente. Você não pode tirá-lO de suas mãos. Você não pode resistir a Ele e você não pode viver sem Ele. Os fariseus não O aguentavam, mas descobriram que não podiam detê-lO. Pilatos não conseguiu encontrar nenhum defeito n’Ele. As testemunhas não conseguiram fazer seus testemunhos concordassem sobre Ele... Herodes não pôde matá-lo. A morte não pôde lidar com Ele, e a sepultura não pôde detê-LO. ESTE É O MEU REI!!!

Ele sempre foi e Ele sempre será. Eu estou falando sobre o fato de que Ele NÃO teve antecessor e NÃO terá nenhum sucessor. NÃO há ninguém antes d’Ele e NÃO haverá ninguém depois d’Ele. Você NÃO pode acusar Ele e Ele NÃO vai renunciar. ESTE É O MEU REI!!! ESTE É O MEU REI!!!

Teu é o Reino e o Poder e a Glória. Bem, todo o poder pertence ao meu Rei. Estamos aqui falando sobre o PODER NEGRO e PODER BRANCO e ENERGIA VERDE, mas no final o que importa é o PODER DO DEUS. Teu é o Poder. YEAH!!! E a Glória. Tentamos conseguir prestígio e honra e glória para nós mesmos, mas a Glória é toda d’Ele. Sim. Teu é o Reino e o Poder e a Glória para sempre e sempre e sempre e sempre. Quanto tempo é esse? Para sempre e sempre e sempre e sempre... E quando você terminar com todos os “sempres” então...

Amém!


O falecido Dr. Shadrach Meshach Lockeridge, um pastor de San Diego, Califórnia disse estas palavras em um sermão em Detroit, em 1976